terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Acidente Vascular Cerebral (AVC)



Responsável por 85% dos casos de derrame, a doença é a principal causal de morte e incapacidades no Brasil. A cada 6 segundos uma pessoa no mundo morre decorrente de um AVC. Raro em crianças, acomete tanto pessoas jovens quanto idosas.O acidente vascular cerebral, conhecido como derrame, pode acontecer de duas formas, acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) ou acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH), sendo este um dos casos mais graves, podendo até levar o paciente a óbito, dependendo da extensão da lesão.
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI)
O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), também conhecido por derrame ou isquemia cerebral, é causado pela falta de sangue em uma área do cérebro por conta da obstrução de uma artéria, ocasionando a falta de oxigenação e nutrição das células cerebrais, podendo levar a morte do tecido cerebral afetado.A falta do sangue, que carrega oxigênio e nutrientes, pode levar à morte neuronal em poucas horas. Por isso, o reconhecimento dos sintomas e encaminhamento rápido ao hospital são atitudes fundamentais.


Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH)

O acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) se caracteriza pelo sangramento em uma parte do cérebro, em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo freqüentemente ocasionado por um aneurisma. Pode ocorrer para dentro do cérebro ou tronco cerebral (acidente vascular cerebral hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges (hemorragia subaracnóidea), ou seja podendo afetar qualquer parte do cérebro.



Causas
Os fatores de risco para o AVC podem ser considerados modificáveis (controlados com mudanças no estilo de vida ou medicamentos) ou não modificáveis.

Nos casos de AVC hemorrágico, um dos principais fatores é a hipertensão (pressão alta), neste tipo de doença a paredes das artéria ficam mais frágeis, podendo causar aneurismas ou a ruptura destas artérias causando hemorragia cerebral.O tabagismo, altas taxas de colesterol e triglicérides, sedentarismo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas são os principais fatores de risco. Pessoas com pressão alta têm quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio de AVC. Isso acontece por conta do enrijecimento dos vasos e aterosclerose, comuns em hipertensos, que pode levar à obstrução arterial. Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas.


Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico e tratamento precoce dependem da rapidez com que o paciente procura o serviço de emergência capacitado para o atendimento de AVC, que deve contar com equipe treinada e tomografia disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.O tempo recomendado para o diagnóstico do paciente com AVC, da entrada no setor de emergência até a confirmação por exame de imagem (tomografia ou ressonância magnética) deve ser, no máximo, de 45 minutos. A tomografia é mais utilizada pela rapidez, disponibilidade e falta de contraindicações para sua realização.Os cuidados realizados nos pacientes pela equipe multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos) são os que trazem mais benefícios para os pacientes. A prevenção de complicações como infecções e o início da reabilitação precoce são os mais importantes para todos os pacientes, trombolisados ou não.


Fisioterapia

A presença do Fisioterapeuta junto ao paciente vítima de AVC é fundamental, por mais que o paciente ainda esteja internado em UTI (unidade de terapia intensiva), desde que o mesmo já esteja estabilizado. A fisioterapia destina-se a minimizar as sequelas decorrentes do AVC e recuperar o máximo possível das funções perdidas, estimulando assim, a neuroplasticidade(capacidade de regeneração e aprendizado cerebral).

Além do que a quantidade de sessões de fisioterapia, mais importante é a qualidade da realização destas sessões. Um tratamento mais específico, focado na prevenção de deformidades e restauração das habilidades perdidas, que são necessárias para a realização de atividades básicas da vida diária estão em primeiro plano.

Um dos serviços de saúde mais utilizado nestes casos é a fisioterapia domiciliar. A fisioterapia domiciliar atende a diferentes tipos de pacientes, com diferentes tipos de necessidades, levando ao local todo o material necessário.

Para os especialistas na fisioterapia domiciliar um diferencial que é bastante válido para esses pacientes é a criação do vínculo com o profissional, tão importante para o trabalho fisioterápico e alcançado com bastante facilidade no ambiente domiciliar.

Para as famílias, poderem proporcionar um atendimento de qualidade na própria casa colabora muito para a rotina e dinâmica familiar. Segundo a maioria delas, o atendimento, mesmo nas clínicas, era sempre cumprido, mas gastava-se muito tempo porque fora o tempo em trânsito de casa até a clínica e a volta, tinha também todo o tempo de organização para sair de casa. Alguns pacientes fazem uso de medicamentos com horário certo e tudo isso também tinha que ser organizado.Para todos, a fisioterapia domiciliar veio para acrescentar. O fisioterapeuta observa ótimos resultados, os pacientes se sentem seguros e capazes e as famílias mais tranquilas.



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